Estive internado desde 4a, e voltei no domingo de noite. Coisa grave, mas que agora abrandou em gravidade. Mas quando saímos da escuridão rígida da dor física e olhamos o mundo das luzes ao redor, sempre sentimos um choque de (i) realidade. As palavras do Coélet-Eclesiastes, q li num ensaio do Harold Bloom antes de ir para o hospital, são a suma humanológica do q vejo:"vaidade de vaidades, tudo é vaidade..."
"Tudo tem o seu tempo, e há tempo para todo o própósito sob o céu:
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de construir;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de usar luto, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de juntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de evitar o abraço;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de calar, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."
Não sou nem cristão nem católico, mas a sabedoria humana ultrapassa livros e circunscrições
e
"sob o mesmo sol, ao pó voltaremos"...
Agora, vou cuidar de minhas vaidades, volto à elas para poder sobreviver em sociedade "civilizada". Minha pergunta: não há algo der errado desde o começo, não começamos com o "miúdo e mesquinho" para terminarmos mais "miúdos e mesquinhos" ainda?... A Vida, a Grande Vida, não seria bem mais q isso?
"vaidade de vaidades, tudo é vaidade..."



