quarta-feira, 2 de março de 2011

nublai minha visão !

Volto a escrever aqui no blog, depois da ausência imensa. E volto falando do que vivo aqui, nesta cidade clarinada de São Sebastião.

Eu nunca havia entendido direito o Brasil, pq morei 37 anos em SP - e lá, é um Brasil de brasis, dissipado e sempre mutante. Vindo ao Rio, eu vi o Brasil em sua essência, o homem macunaímico, a sistemática política de favores e as famílias rodriguianas. Não que estas características não estejam presentes também em Sampa - mas lá, precisa-se construir um restaurante onde era antes um salão de cabeleireiros.

E para ontem.

O que significa dizer que se entrar a pseudo virgem no Nelson, o Macunaíma titubeante e só a ética do favor no meio, a construção não se fará - e é este "fazer" o que eu chamo de dissipação por afirmação.

O paulista pode fazer absolutamente nada, organizar o vazio, distribuir papéis para o vento, mas "faz". Isso justifica o slogan ridículo cunhado lá, o do "rouba mas faz". E este produzir compulsivo é toda a tragédia paulista.

Mas eu havia pensado e esboçado um CD todo em uma viagem de trem entre São Paulo e Santo André, em 2009. Chamava-se "Festa das Esquerda".

E eis que aqui o farei em parceria com o agora professor da Unirio Alexei Michailovsky, e que o que era lá um olhar arguto sobre as coisas, aqui será simples delação, vivências anotadas in loco.

A Arte nasce primeiro, e busca sua inteligibilidade concreta pelos fatos reais...

1 comentários:

  1. Que excelente que voltou a postar pelas bandas da terra virtual.

    Vejo que o jovem paulista abrilhantou suas retinas acostumadas ao breu da terra da garoa pelas cores cintilantes do Rio... Até se pode sair de Sampa, mas os nós não saímos de você (rs!).

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